INTRODUÇÃO

 

A tecnologia tem afetado imensamente a vida de todos os seres humanos no mundo inteiro. Não se pode negar, que o uso das novas tecnologias tem um papel muito importante no desenvolvimento da sociedade mundial, e que tais tecnologias têm transformado tanto a comunicação, quanto o desenvolvimento psicossocial do ser humano ao redor do mundo.

Em um passado não muito distante, as salas de aula possuíam apenas um quadro negro, giz e apagador. Muito embora em algumas escolas esse ainda seja o material utilizado, é necessário que o professor introduza recursos tecnológicos em suas aulas, para que o aluno que convive com as novas tecnologias sinta-se motivado e participe de maneira interativa no processo de ensino-aprendizagem.

Para se aprender uma Língua Estrangeira (LE), o estudante precisa desenvolver as quatro habilidades que a norteiam, sendo que na Língua Inglesa, são: Listening, Speaking, Reading and Writing[1]. A aprendizagem ocorre com o emprego de ferramentas e metodologias que passaram por transformações ao longo dos anos, conforme veremos a seguir.

De acordo com Uphoff (2008), o ensino da Língua Inglesa no Brasil passou por algumas fases. No início, a metodologia de ensino era baseada em técnicas utilizadas para a aprendizagem do Latim, uma língua morta que tinha como foco a gramática e a tradução. Acreditava-se que desta maneira o estudante pudesse obter conhecimentos sobre o sistema linguístico da língua inglesa.

Com o passar dos anos, observaram que este método servia para a língua morta, mas no caso de línguas vivas, como o inglês, o emprego da língua materna no ensino atrapalhava a aprendizagem. Sendo assim, em 1931, foi realizada uma reforma educacional, promovida pelo ministro Francisco Campos, e adotou-se o “método direto intuitivo”, cujo principal atributo era ensinar o aluno a pensar na língua estrangeira, sem compará-la com a língua materna.

O programa era considerado avançado para a época, mas havia poucos professores capacitados para implementá-lo. Por volta de 1942, com a Reforma Capanema, procurou-se aprimorar o método direto, surgindo o método audiolingual, baseado no processo de imitação e repetição mecânica. Aos poucos, procurou-se aumentar o nível de complexidade das estruturas de maneira gradativa, chegando-se ao método estruturalista.

Nos anos 60, surgiram os laboratórios de língua, equipados com cabines individuais para os alunos treinarem a compreensão auditiva e a pronúncia. Foi nessa época que as pessoas passaram a confiar na tecnologia como solução para que o estudante ouvisse diversos falantes nativos e deixasse de ficar refém da voz do professor. Também nesta época havia professores que não estavam preparados para utilizar a tecnologia adequadamente e seu uso restringia-se à repetição exaustiva e monótona.

Em 1978, José Carlos Paes de Almeida Filho introduz no Brasil a abordagem comunicativa, propiciando a emancipação do aluno, que deixa de agir de maneira passiva e passa a interagir com seus colegas, além de ter mais autonomia para ser o protagonista de sua própria aprendizagem.

Atualmente, o aluno faz parte de uma rede intercultural, cujo processo de capacitação para a prática discursiva envolve as novas tecnologias. 

De acordo com Davies & Hewer (2012), o termo “Novas Tecnologias” inclui técnicas de comunicação para aprendizagem de línguas, nas quais o computador pessoal exerce um papel fundamental, uma vez que é por meio da internet que temos um número gigantesco de ferramentas para a aprendizagem de LE.

Cada ferramenta tecnológica, disponível na web, possui um benefício específico e determinada aplicação, que será utilizada para desenvolver uma das quatro habilidades da LE – Inglês: listening, speaking, reading and writing.

Para demonstrar a importância do uso das novas tecnologias no desenvolvimento dessas habilidades, procuraremos, neste artigo, apresentar o relato de experiência de aulas de inglês em cursos tecnológicos.

 

[1] Ouvir, Falar, Ler e Escrever.